Dica de Leitura - PL 4211/2012 - Lei Gabriela Leite

Quem tiver interesse em conhecer o PL 4211/2012 - Lei Gabriela Leite, apresentado pelo deputado federal Jean Willys, na Câmara Federal pode vê-lo aqui na íntegra.

Prostituição, Trabalho Sexual e Movimentos Sociais: sobre que direitos se fala?

O laboratório GENPOSS agradece a presença de todxs que estiveram presentes ontem, no Seminário GENPOSS.

Elena Reynaga, Secretária Geral da 
Rede de Mulheres Trabalhadoras do Sexo da América Latina e Caribe -  RedTraSex, a professora Ela Wiecko, da UnB e, a Coordenadora Geral da Associação Mulheres Meretrizes da Argentina em Ação por Nossos Direitos - Georgina Orellano, estiveram ontem ao lado do deputado Jean Wyllys nesta quarta feira (19), no Seminário GENPOSS - Gênero, Política Social e Serviços Sociais.

Profa. Ela Wiecko e Deputado Jean Wyllis participam do Seminários Genposs, nesta quarta-feira.

A professora dra. Ela Wiecko, da Faculdade de Direito da UnB e Vice-Procuradora Geral da República, participa do Seminário Genposs: "Prostituição, Trabalho Sexual e Movimentos Sociais: sobre que direitos se fala?", ao lado do Deputado federal Jean Wyllis (PSOL-RJ).
A professora lidera o Grupo Candango de Criminologia e o Moitará-Grupo de Pesquisa em Direitos Étnicos. Suas atividades de ensino, pesquisa e extensão se inserem nas Linhas de Pesquisa "Sistemas de Justiça, Direitos Humanos e Educação Jurídica" e "Direito Achado na Rua".
Eleito pelo PSOL-RJ deputado federal Jean Wyllis (2011-2015) é escritor, professor universitário na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Universidade Veiga de Almeida (UVA), ambas no Rio, além de colunista da Carta Capital e do iGay.
Várias iniciativas de seu mandato, realizadas em articulação com movimentos LGBT, negro e de mulheres, se orientam ao combate da homofobia, da intolerância e do fundamentalismo religiosos, à discriminação contra o povo de santo, ao trabalho escravo, à exploração sexual de crianças e adolescentes, e às violências contra a mulher.
Auditório da Reitoria da UnB, 09 H. quarta-feira, 19 de março.

AMMAR no Seminário Genposs - Prostituição, Trabalho Sexual e Movimentos Sociais

A Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina (Ammar) foi criada em fins de 1994, quando  as trabalhadoras do sexo começaram a se reunir, para enfrentar "o constante assedio e violência da polícia. A partir de 1995 a AMMAR se associou a Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), e em 1997, passou a integrar a Rede de Trabalhadoras do Sexo da América Latina e Caribe (RedTraSex).
A Secretária Executiva da AMMAR participa, nesta quarta-feira, 19 de março do Seminário Genposs - Genposs - Prostituição, Trabalho Sexual e Movimentos Sociais.

REDTRASEX no Seminários Genposs

A REDTRASEX - Rede de Trabalhadoras do Sexo da América Latina e Caribe nasceu em 1997, durante um encontro na Costa Rica, onde mulheres trabalhadoras do sexo da região se reuniram pela primeira vez A missão da RedTraSex é "apoiar e fortalecer as Organizações de Mulheres Trabalhadoras do Sexo na defesa e promoção de seus Direitos Humanos." (http://www.redtrasex.org/-Quienes-Somos,39-.html).
A Secretária Executiva da REDTRASEX, paricipa do Seminários Genpooss, na próxima quarta-feira, Às 09 H, no Auditório da Reitoria da UnB, no Campus da Universidade de Brasília.

Seminários Genposs - FEMINISMO, GÊNERO E SEXUALIDADE: DESAFIOS PARA O SERVIÇO SOCIAL - Chamada para apresentação de trabalhos

No ano em que completa dez anos, o Laboratório Genposs – Gênero Política Social e Serviços Sociais convida pesquisadoras/es e estudantes da área, para o Seminário Genposs - "FEMINISMO, GÊNERO E SEXUALIDADE: DESAFIOS PARA O SERVIÇO SOCIAL."
Organizado em articulação com a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS e o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (NEPeM),  acontece entre os dias 06 a 8 de maio de 2014, na Universidade de Brasília, e terá a participação de intelectuais e ativistas feministas entre as conferencistas convidadas.
O Seminário pretende propiciar um espaço de reflexão aprofundada sobre os desafios postos ao Serviço Social frente ao debate feminista acerca das dimensões da sexualidade e das relações sociais de gênero.
Objetivando garantir a interlocução e articulação entre os pesquisadores/as situados nas diferentes regiões do país o Seminário contará com conferências, mesas redondas e colóquios.
Para participação nos colóquios, os/as integrantes de grupos de pesquisa cadastrados no CNPq, da área de Serviço Social, deverão se inscrever, em formulário específico, a fim de apresentar as atividades e pesquisas que desenvolvem. Tendo em vista garantir o bom andamento das discussões e a possibilidade de solicitação de recursos para deslocamento até Brasília nas instituições de origem, o formulário para inscrição de grupos de pesquisa interessados em participar do Colóquio, deve ser encaminhado até 07 de março de 2014.
O formulário de inscrição se encontra disponível neste  link https://docs.google.com/file/d/0B_xcK7XTQwhoRFc1ZEhBMTFzWmc/edit.
 Interessados/as podem fazer o download do formulário e enviá-lo preenchido para o email genposs.inscricao.2014@gmail.com .

Todo apoio ao Manifesto de repúdio à tipificação do crime de Terrorismo

13/02/2014
Pelo presente manifesto, as organizações e movimentos subscritos vêm repudiar as propostas para a tipificação do crime de Terrorismo que estão sendo debatidas no Congresso Nacional, através da comissão mista, com propostas do Senador Romero Jucá e Deputado Miro Teixeira.
Primeiramente, é necessário destacar que tal tipificação surge num momento crítico em relação ao avanço da tutela penal frente aos direitos e garantias conquistados pelos diversos movimentos democráticos. Nos últimos anos, houve intensificação da criminalização de grupos e movimentos reivindicatórios, sobretudo pelas instituições e agentes do sistema de justiça e segurança pública.
Inúmeros militantes de movimentos sociais foram e estão sendo, através de suas lutas cotidianas, injustamente enquadrados em tipos penais como desobediência, quadrilha, esbulho, dano, desacato, dentre outros, em total desacordo com o princípio democrático proposto pela Constituição de 1988.
Neste limiar, a aprovação pelo Congresso Nacional de uma proposta que tipifique o crime de Terrorismo irá incrementar ainda mais o já tão aclamado Estado Penal segregacionista, que funciona, na prática, como mecanismo de contenção das lutas sociais democráticas e eliminação seletiva de uma classe da população brasileira.
Nesta linha, o inimigo que se busca combater para determinados setores conservadores brasileiros, que permanecem influindo nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é interno, concentrando-se, sobretudo, nos movimentos populares que reivindicam mudanças profundas na sociedade brasileira.
Dentre as várias propostas, destaca-se o Projeto de Lei de relatoria do Senador Romero Jucá, que em seu art. 2º define o que seria considerado como Terrorismo: “Art. 2º – Provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial ou étnico: Pena – Reclusão de 15 a 30 anos”.
Trata-se, inicialmente, de uma definição deveras abstrata, pois os dois verbos provocar e infundir são complementados pelos substantivos terror e pânico. Quem definiria o que seria terror e pânico? Como seria a classificação do terror e pânico generalizado? Ora, esta enorme abstração traz uma margem de liberdade muito grande para quem vai apurar e julgar o crime. Além disso, esse terror ou pânico generalizado, já de difícil conceituação, poderia ser causado, segundo a proposta, por motivos ideológicos e políticos, o que amplia ainda mais o grau de abstração e inconstitucionalidade da proposta.
É sabido que as lutas e manifestações de diversos movimentos sociais são causadas por motivos ideológicos e políticos, o que, certamente, é amplamente resguardado pela nossa Constituição. Assim, fica claro que este dispositivo, caso seja aprovado, será utilizado pelos setores conservadores contra manifestações legítimas dos diversos movimentos sociais, já que tais lutas são realmente capazes de trazer indignação para quem há muito sobrevive de privilégios sociais.
Também a proposta do Deputado Miro Teixeira revela o caráter repressivo contra manifestações sociais, evidenciada em um dos oito incisos que tipifica a conduta criminosa: “Incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado”. Verifica-se, portanto, que as propostas são construídas sobre verdadeiros equívocos políticos e jurídicos, passando ao largo de qualquer fundamento ou motivação de legitimidade.
Agregue-se, ainda, o cenário de repressão e legislação de exceção paulatinamente instituídos pela agenda internacional dos grandes eventos esportivos, solapando a soberania política, econômica, social e cultural do povo brasileiro, e a fórmula dos fundamentos e motivações da tipificação do crime de terrorismo se completa, revelando a sua dimensão de fascismo de estado, incompatível com os anseios de uma sociedade livre, justa e solidária.
Já contamos quase 50 anos desde o Golpe de 64 e exatamente 25 anos desde a promulgação da ‘Constituição Cidadã’. Nesse momento, diante da efervescência política e da bem-vinda retomada dos espaços públicos pela juventude, cumpre ao Congresso Nacional defender a jovem democracia brasileira e rechaçar projetos de lei cujo conteúdo tangencia medidas de exceção abomináveis como o nada saudoso ‘AI-5’.
Desta maneira, repudiamos veementemente estas propostas de tipificação do crime que, sobretudo, tendem muito mais a reprimir e controlar manifestações de grupos organizados, diante de um cenário já absolutamente desfavorável às lutas sociais como estamos vendo em todo o Brasil.

Dica de Leitura - Violência Sexual

As informações divulgadas recentemente no Anuário, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam o preocupante aumento dos registros de estupros, a taxa por 100 mil habitantes passou de 22,1 para 26,1 de um ano para o outro, crescendo 18,17%. O levantamento aponta que as ocorrências desse crime superaram o número de homicídios dolosos, e que há ainda o registro de 4,1 mil tentativas de estupros no ano passado.  
 O texto "Violência sexual: estudo descritivo sobre as vítimas e o atendimento em um serviço universitário de referência no Estado de São Paulo, Brasil", que apresenta resultados da pesquisa realizada por Cláudia de Oliveira Facuri, Arlete Maria dos Santos Fernandes, Karina Diniz Oliveira, Tiago dos Santos Andrade e Renata Cruz Soares de Azevedo, oferece elementos importantes para este debate.

FEMINICÍDIO: manifestação extrema de violência contra mulheres


O Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher (NEPeM/UnB), a Secretaria de Política para as Mulheres (SPM/PR),  a ONU Mulheres realizam nesta segunda-feira, 18 de novembro de 2013, o debate FEMINICÍDIO: manifestação extrema de violência contra mulheres. 
O debate que conta com a participação de Ana Isabel Garita — Ministra da Justiça da Costa Rica, Nadine Gasman — Representante da ONU Mulheres para o Brasil e a Profa. Dra. Lourdes Bandeira — Secretária Executiva da SPM/PR e  pesquisadora do do NEPeM, acontece no Auditório 3 da Faculdade de Saúde da UnB, às 19h.

Dica de Leitura - Neoliberalismos y trayectorias de los feminismos latinoamericanos

Saiu mais uma edição da revista América Latina en Movimiento, publicada pela Agencia Latinoamericana de Información.
Nesta edição, a revista reproduz debates ocorridos no último encontro da Marcha Mundial das Mulheres ocorrido em São Paulo em agosto de 2013. Merece destaque o texto de Sonia Alvarez, Neoliberalismos y 
trayectorias de los feminismos latinoamericanos.

19º Congresso de Iniciação Científica da UnB


O Genposs participa do 19º Congresso  de Iniciação Científica da UnB, que acontece entre 04 e 07 de novembro próximo, com a apresentação das pesquisas "Mulheres em situação de Violência Doméstica e Redes Sociais"e "Prostituição e Direitos - a importância das organizações de defesa de direitos na cidade de Goiânia (GO)"  Realizadas por Lais Cristiane Oliveira de Carvalho e Luiz Philipe Belarmino Reis, respectivamente, as pesquisas foram orientadas pela profa. dra Marlene Teixeira Rodrigues e contaram com financiamento do CNPq.