A Revista SER Social, do
Programa de Pós-Graduação em Política Social, que dedica seu novo número ao tema “Família e Políticas Sociais”, traz um conjunto de artigos que debatem as atribuições dadas à família pelas políticas
sociais e as "implicações desse reordenamento".
O blog é um espaço de articulação e difusão do Laboratório GENPOSS - projeto de extensão do Grupo de estudos e pesquisa Gênero, Política Social e Serviços Sociais, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Política Social, da Universidade de Brasília e ao Diretório de Grupos do Conselho Nacional Pesquisa - CNPq. O Laboratório é um desdobramento de iniciativas desenvolvidas pelo GENPOSS, entre 2004 e 2011, que articula a pesquisa ao ensino e à extensão.
Dica de Leitura - " Gênero, sexualidade e saúde: diálogos latino-americanos"
A coletâne "Gênero, sexualidade e saúde: diálogos latino-americanos", organizada por Camilo Braz e Carlos Eduardo Henning, que re[une pesquisadores/as de diversas instituições, em português e espanhol, foi publicada pela Editora Imprensa Universitária, da UFG, com apoio da CAPES. Mais um título da Coleção Diferenças, do PPGAS/UFG, o livro, está disponível em formato e-book.
Por Élly, Por Nós e Pelas Outras
Por Élly, Por Nós e Pelas Outras
Por Élly, Por Nós e Pelas Outras
Uma tragédia ceifou a vida de mais uma de nós - mulheres da Universidade de Brasília nesse dia 04 de junho de 2018. Élly partiu para desacompanhar-se da dor de sua existência. Que ela tenha encontrado descanso e paz . E que sua família, sua irmã querida e amigues de todas as cores que cativou em sua breve passagem por esse pedaço de existência chamado vida possam ter conforto para seguir, amando as coisas que ela amava e lutando juntas.
É muito triste, nesse momento, ter que dizer que a partida trágica da Élly não foi a primeira, e certamente não será a última, caso a administração universitária não se sensibilize e implemente políticas mais efetivas de combate à violência e às situações de vulnerabilidades emocionais e psíquicas vivenciadas pelas estudantes, agravadas em contextos de desesperança como estes que estamos vivendo. Importante falar que essa é uma questão que está para além da Universidade, mas que a mesma parece agravar a situação.
É preciso reconhecer a existência de uma severa crise e corte de verbas, de falta de amparo e acolhimento, de exigências acadêmicas que ultrapassam a capacidade humana, entre outros fatores de risco à saúde de estudantes. A Instituição e o suas esferas lidam com a questão de uma forma mecânica. É preciso considerar a humanidade. E mais, é necessário agir para desconstruir o tabu em torno da questão do suicídio e da saúde mental de uma forma geral. Precisamos ouvir, primeiramente, para depois atuar.
Pensamos que é hora da Universidade, nos seus conselhos superiores e demais instâncias, assumir propositivamente uma política de combate a todas as expressividades de violências – de gênero, raciais, sexuais, regionais, socioeconômicas, religiosas, entre outras -, que se fazem presentes junto aos três segmentos femininos que a constituem.
É hora também de se indignar com os acontecimentos cotidianos trágicos e irreversíveis, que têm atingido majoritariamente as mulheres na sanha da misoginia, e que estimulam as desigualdades, as relações de poder e os conservadorismos.
Para nós, mulheres da UnB, a morte de Louise - vítima de feminicídio em 2016, desvelou as opressões cotidianas ocorridas nas salas de aula, laboratórios, secretarias, corredores e outros espaços de convivência universitário. Esta realidade tem custado a vida de muitas de nós, tem nos humilhado, nos desvalorizado, nos adoecido; e traz, para algumas de nós, consequências que levam a querer desistir de viver e de lutar. Hoje choramos a partida de Élly, choramos ainda a partida de Louise. Quantas ainda perderemos para que medidas sejam tomadas? A violência sexista, lesbofóbica, racista e classista pauta cada vez mais nosso cotidiano universitário. E a mais triste observação é a de
que, em décadas passadas, a violência parecia vir de fora do campus. Hoje ela está entre nós, na nossa sociabilidade diária, visível e sem vergonha de se manifestar.
Pesquisas e estudos sobre os riscos e os custos (materiais e emocionais) das expressividades de violência, como as que vem sendo realizadas pelo NEPeM - Núcleo de Estudos e de Pesquisa sobre a Mulher/CEAM/UnB nas última décadas, têm sistematicamente alertado sobre esta situação, mas esses ‘alertas’ têm encontrado ouvidos mocos. Recentemente, foram criados na UnB, por iniciativa de professoras e estudantes, dois grupos de trabalho – o Coletivo AFETADAS e Grupo FEMIVIDA.
Nestes espaços, as próprias estudantes (muitas das quais eram companheiras de Élly) têm reivindicado e realizado pesquisas empíricas para subsidiar suas demandas, uma vez que as denúncias que faziam nem sempre eram credíveis.
Élly, amiga, companheira, colega, estudante, filha, presente! Que sejas melhor acolhida para onde vás, que encontres a paz e a alegria que esta breve existência não te possibilitou! Nenhuma a menos! Basta! ÉLLY PRESENTE!
Coletivo Afetadas/UnB
Grupo Femivida/UnB
Laboratório Genposs/SER/UnB
NEPeM/CEAM/UnB
Por Élly, Por Nós e Pelas Outras
Uma tragédia ceifou a vida de mais uma de nós - mulheres da Universidade de Brasília nesse dia 04 de junho de 2018. Élly partiu para desacompanhar-se da dor de sua existência. Que ela tenha encontrado descanso e paz . E que sua família, sua irmã querida e amigues de todas as cores que cativou em sua breve passagem por esse pedaço de existência chamado vida possam ter conforto para seguir, amando as coisas que ela amava e lutando juntas.
É muito triste, nesse momento, ter que dizer que a partida trágica da Élly não foi a primeira, e certamente não será a última, caso a administração universitária não se sensibilize e implemente políticas mais efetivas de combate à violência e às situações de vulnerabilidades emocionais e psíquicas vivenciadas pelas estudantes, agravadas em contextos de desesperança como estes que estamos vivendo. Importante falar que essa é uma questão que está para além da Universidade, mas que a mesma parece agravar a situação.
É preciso reconhecer a existência de uma severa crise e corte de verbas, de falta de amparo e acolhimento, de exigências acadêmicas que ultrapassam a capacidade humana, entre outros fatores de risco à saúde de estudantes. A Instituição e o suas esferas lidam com a questão de uma forma mecânica. É preciso considerar a humanidade. E mais, é necessário agir para desconstruir o tabu em torno da questão do suicídio e da saúde mental de uma forma geral. Precisamos ouvir, primeiramente, para depois atuar.
Pensamos que é hora da Universidade, nos seus conselhos superiores e demais instâncias, assumir propositivamente uma política de combate a todas as expressividades de violências – de gênero, raciais, sexuais, regionais, socioeconômicas, religiosas, entre outras -, que se fazem presentes junto aos três segmentos femininos que a constituem.
É hora também de se indignar com os acontecimentos cotidianos trágicos e irreversíveis, que têm atingido majoritariamente as mulheres na sanha da misoginia, e que estimulam as desigualdades, as relações de poder e os conservadorismos.
Para nós, mulheres da UnB, a morte de Louise - vítima de feminicídio em 2016, desvelou as opressões cotidianas ocorridas nas salas de aula, laboratórios, secretarias, corredores e outros espaços de convivência universitário. Esta realidade tem custado a vida de muitas de nós, tem nos humilhado, nos desvalorizado, nos adoecido; e traz, para algumas de nós, consequências que levam a querer desistir de viver e de lutar. Hoje choramos a partida de Élly, choramos ainda a partida de Louise. Quantas ainda perderemos para que medidas sejam tomadas? A violência sexista, lesbofóbica, racista e classista pauta cada vez mais nosso cotidiano universitário. E a mais triste observação é a de
que, em décadas passadas, a violência parecia vir de fora do campus. Hoje ela está entre nós, na nossa sociabilidade diária, visível e sem vergonha de se manifestar.
Pesquisas e estudos sobre os riscos e os custos (materiais e emocionais) das expressividades de violência, como as que vem sendo realizadas pelo NEPeM - Núcleo de Estudos e de Pesquisa sobre a Mulher/CEAM/UnB nas última décadas, têm sistematicamente alertado sobre esta situação, mas esses ‘alertas’ têm encontrado ouvidos mocos. Recentemente, foram criados na UnB, por iniciativa de professoras e estudantes, dois grupos de trabalho – o Coletivo AFETADAS e Grupo FEMIVIDA.
Nestes espaços, as próprias estudantes (muitas das quais eram companheiras de Élly) têm reivindicado e realizado pesquisas empíricas para subsidiar suas demandas, uma vez que as denúncias que faziam nem sempre eram credíveis.
Élly, amiga, companheira, colega, estudante, filha, presente! Que sejas melhor acolhida para onde vás, que encontres a paz e a alegria que esta breve existência não te possibilitou! Nenhuma a menos! Basta! ÉLLY PRESENTE!
Coletivo Afetadas/UnB
Grupo Femivida/UnB
Laboratório Genposs/SER/UnB
NEPeM/CEAM/UnB
O Projeto Gênero e Cinema do Genposs exibiu o documentário "A Saga das Candangas Invisíveis", de Denise Caputo, nesta quarta-feira, 09 de maio, às 19 H, na sede do Centro Acadêmico.
A atividade foi promovida em conjunto com o Comando de Greve do CASeSo e contou com a mediação da Profa. Marlene Teixeira.
Roda de Conversa: Relações Sociais e Interseccionalidade
A roda de conversa sobre "Relações sociais e interserccionalidade de classe, raça, gênero e sexualidade na conjuntura atual" é uma atividade do GENPOSS e do Comando de Greve das/os Estudantes de Serviço Social da UnB.
Iremos debater sobre o desmonte do Ensino Superior e suas particularidades de classe, raça, gênero e sexualidade, venha debater conosco dia 16 de maio às 10 da manhã no Ceubinho da UnB.
O debate contará com a presença das/os seguintes facilitadoras/es:
Profª Drª Marlene Teixeira discutindo Gênero, a estudante de Serviço Social Dyana Helena discutindo a temática de Raça e o estudante de Doutorado Tibério Oliveira com a temática de Sexualidade.
Reunião de Equipe GENPOSS
Reunião GENPOSS
O Laboratório Genposs realiza reunião nesta segunda-feira, 14 de maio mais uma reunião de equipe. O encontro acontecerá às 15h na sala de reuniões do NEPeM (Ed. Multiuso I, em frente ao BRB).
A reunião terá como pauta:
- Informes sobre a greve na UnB;
- Avaliação do "Gênero e Cinema: A Saga das Candangas Invisíveis", evento realizado dia 09 de maio;
- Planejamento e reorganização das atividades do grupo durante o período de greve;
Gênero e Cinema apresenta: A SAGA DAS CANDANGAS INVISÍVEIS
Diante da conjuntura enfrentada pela Universidade de Brasília, o GENPOSS modificou seu cronograma de atividades e o filme será exibido para integrar a programação do Comando de Greve do CASESO em apoio à Greve Estudantil.
A SAGA DAS CANDANGAS INVISÍVEIS
Direção: Denise Caputo
Sinopse: Enfoca um seguimento de mulheres à margem da história oficial: as prostitutas que chegaram a Brasília ainda na época da construção da cidade, no final dos anos 50, guiadas pelo sonho de um Brasil novo. Expectativas, dificuldades, frustrações e a vida cotidiana das primeiras meretrizes da capital do Brasil.
https://www.facebook.com/events/2426249580733956/
Reunião Genposs
O Genposs realiza reunião nesta segunda-feira, 12 de março, para apresentação das atividades do semestre. O encontro acontece às 15 H na sala de reuniões do NEPeM (Ed. Multiuso I, em frente ao BRB).
Início de atividades 1º2018
O Genposs inicia as atividades do primeiro semestre de 2018 com reunião de planejamento nesta quarta-feira, dia 07 de março. O encontro acontece às 16 H na sede do NEPeM, no Edifício Multiuso I, Térreo.
chamada para publicação - Família e Políticas Sociais
A Revista Em Pauta lançou chamada para sua EDIÇÃO NÚMERO 42 —2º. semestre de 2018 – Volume 16, cujo dossiê tem como tema Família e Políticas Sociais. Segue ementa e prazo.
EMENTA
Este número temático pretende discutir a família no contexto das políticas sociais contemporâneas, destacando os dilemas relacionados à sua responsabilidade na provisão de bem-estar social. Visa debater questões importantes que incluem as mudanças das e nas famílias, a relação com o trabalho e as formas de sua incorporação aos sistemas de proteção social. Busca apresentar resultados de investigações que problematizem as consequências atuais do “familismo” no campo dos serviços sociais e no interior das próprias famílias, tais como a reprodução das desigualdades de gênero e raça/etnia, o déficit de cuidados aos seus membros e as diversas expressões dos conflitos a ela inerentes. As famílias não são homogêneas em recursos, fases do ciclo de vida, formas culturais e nível de interação com o conjunto da legislação e das políticas sociais. Nesse sentido, trata-se de agregar, também, estudos que abordem o trabalho com famílias nas diversas políticas sociais. A natureza predominante dos debates suscitados é a ruptura com abordagens funcionalistas da família em favor de sua historicidade, inscrita no processo de reprodução das relações sociais. Nesse aspecto, é de interesse de diversas áreas de conhecimento e campos profissionais que buscam a produção intelectual do Serviço Social como fonte importante para o trabalho com famílias em sua articulação com as políticas sociais.
PRAZO PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS: 01 de abril de 2018 a 30 de junho de 2018.
Dica de Leitura Nova edição Revista da SER Social debate relação entre questão étnico-racial, Estado e classes sociais
A Revista SER Social publica novo número. Nesta edição o tema escolhido é “Questão étnico-racial, Estado e classes sociais”. Além de entrevista com a professora Magali Almeida, da UFBA, este numero conta ainda com artigos assinados por Tereza Cristina Santos Martins, Silvia Cristina de Sousa Carvalho e Rachel Gouveia Passos, entre outras pessoas e oferece contribuições importantes para o debate contemporâneo sobre a relação entre questão étnico-racial e classes sociais e o papel do Estado na diminuição das desigualdades
estruturais e estruturantes.
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